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07/11/2016 14:33:00 - Atualizado em 07/11/2016 14:38:00 -

Amrica Latina e frica tm a maior disponibilidade para cultivo de biomassa

Um grupo de 50 especialistas em bioenergia de diversos pases se reuniu entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, em So Paulo, para atualizar as concluses do relatrio Bioenergy & Sustainability: bridging the gaps.
 
Lanado em abril de 2015, a publicao uma iniciativa da FAPESP e do Comit Cientfico para Problemas do Ambiente (SCOPE, na sigla em ingls) agncia intergovernamental associada Organizao das Naes Unidas para a Educao, a Cincia e a Cultura (Unesco).
 
O relatrio resultado do trabalho de 137 especialistas de 24 pases, recrutados em 82 instituies e coordenados por pesquisadores dos programas FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), em Caracterizao, Conservao, Restaurao e Uso Sustentvel da Biodiversidade (BIOTA) e Mudanas Climticas Globais (PFPMCG).
 
Depois que o relatrio foi lanado tivemos acontecimentos importantes, como o Acordo de Paris e a adoo dos novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentvel, que devero ter impactos sobre o uso de bioenergia no mundo, disse Glucia Mendes Souza, membro da coordenao do Programa BIOEN e coeditora da publicao, Agncia FAPESP.
 
O Acordo de Paris o novo pacto climtico mundial estabelecido durante a 21 Conferncia das Partes da Conveno das Naes Unidas sobre Mudanas Climticas (COP 21), realizada em dezembro de 2015, na capital francesa. Os novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentvel (ODSs) foram aprovados em setembro de 2015 durante a Cpula das Naes Unidas para o Desenvolvimento Sustentvel, em Nova York.
 
Decidimos reunir um grupo de 50 especialistas para realizar um processo de avaliao rpida do relatrio para rediscutir as concluses da publicao com base nas INDCs [Intended Nationally Determined Contributions, metas de reduo de emisses de gases causadores de mudanas climticas estabelecidas pelos pases signatrios do Acordo de Paris] e das ODSs, alm dos desafios para expanso da bioenergia na Amrica Latina e frica, disse Souza, que presidiu o processo de reviso.
 
No primeiro dia do encontro, os especialistas foram distribudos em cinco grupos, voltados a discutir temas relacionados bioenergia e segurana energtica, acesso energia, segurana alimentar, ambiental e climtica, desenvolvimento sustentvel e reduo de pobreza no mundo.
 
No segundo dia do encontro, os relatores apresentaram as concluses do primeiro dia de discusses de cada um dos cinco grupos em uma sesso plenria, na FAPESP.
 
Durante esse dia, eles tomaram notas de sugestes dadas por representantes de instituies como o Stockholm Environment Institute (Sucia), o World Agroforestry Centre (Qunia), o International Renewable Energy Agency (Irena), o escritrio regional da Organizao das Naes Unidas para Alimentao e Agricultura (FAO/ONU) e o Global Lead for Sustainable Bioenergy do Sustainable Energy for All (SE4ALL) iniciativa lanada em 2011 pela ONU com o objetivo de dobrar o uso global de energia renovvel e garantir o acesso universal energia at 2030.
 
As principais concluses das discusses que ocorreram nos dois primeiros dias do evento, sobre questes relativas ao panorama atual da produo de bioenergia na frica e na Amrica Latina, bem como as tendncias de produo e uso de bioenergia no mundo e seus possveis efeitos em polticas pblicas e no mercado, devero resultar em um documento com recomendaes aos tomadores de deciso poltica (police brief), a ser lanado em 2017.
 
Esperamos que, ouvindo pesquisadores, indstria, governo e organizaes no governamentais, possamos ampliar o escopo do relatrio, incluir todos os setores que participam do processo de tomada de deciso e produzir recomendaes de polticas orientadas a promover a expanso sustentvel da bioenergia no mundo, disse Souza.
 
Aumento da produo
 
Entre as concluses do relatrio est que h terra suficiente para a extenso do cultivo de biomassa em nvel mundial e que a maior parte da terra disponvel para essa finalidade se encontra na Amrica Latina e na frica.
 
Mas, para viabilizar o aumento da produo de bioenergia nessas regies onde a utilizao de terra para produo de bioenergia no representaria uma ameaa para a segurana alimentar e a biodiversidade sob certas condies , preciso elaborar planos de financiamento e comercializao, indica a publicao.
A Amrica Latina e a frica so, de fato, as duas regies com maior disponibilidade de terra e potencial para aumentar o rendimento para a melhoria da produo de alimentos e de bioenergia, mas vivem realidades bem diferentes, disse Helen Watson, professora da University of Kwazulu-Natal, da frica do Sul, em palestra durante o evento.
 
De acordo com a pesquisadora, a Amrica Latina tem produzido mais alimentos do que precisa, e essa tendncia, que est crescendo, resulta em melhorias no desenvolvimento econmico, grandes oportunidades para produo de bioenergia e de bioprodutos e aumento das exportaes de alimentos pela regio.
 
J na frica a insegurana alimentar diminuiu, mas ainda a maior no mundo. Em geral, uma em cada quatro pessoas na regio afetada pelo problema devido, principalmente, ao desenvolvimento econmico insuficiente.
 
necessrio melhorar dramaticamente o desenvolvimento econmico e a produo de alimentos na frica. A produo de bioenergia pode contribuir muito nesse processo por meio da gerao de empregos, disse Watson.
 
Na avaliao da especialista, alguns dos desafios para expandir a produo de alimentos e de bioenergia na frica so a gravidade e a extenso da degradao do solo da regio, a escassez de gua superficial e subterrnea, o baixo acesso energia, servios de extenso agrcolas pobres e uma complexa e variada situao fundiria, entre outros fatores.
 
A produo moderna de biomassa e de bioenergia pode contribuir para a diminuio de alguns desses problemas. Resduos agrcolas podem ser usados para abastecer pequenas centrais eltricas, fora do sistema de distribuio de energia, em reas rurais que esto crescendo rapidamente. E resduos domsticos poderiam ser usados para produo de biogs e eletricidade, disse Watson.
 
De acordo com dados apresentados por Ruhiza Boroto, diretor snior de recursos hdricos do escritrio regional da FAO/ONU em Gana, entre 2000 e 2012 uma rea total de aproximadamente 3,4 milhes de hectares foi adquirida na frica.
 
Desse total, 26% foram destinados plantao de culturas alimentares, 68% para plantao de cultivares voltadas produo de biocombustveis, 3% para produo de algodo e 3% para pastagem de gado. A produo de biocombustveis no continente africano, contudo, ainda baixa.
 
A Amrica Latina, particularmente o Brasil, provou o potencial que a bioenergia tem de contribuir para a matriz energtica de um pas, avaliou Boroto.
 
A frica pode seguramente aprender com esta experincia positiva e adapt-la ao seu prprio contexto, considerando que o uso da bioenergia especialmente a madeira a fonte mais importante de energia para as famlias da regio, e que insustentvel, disse.
 
Participaram da abertura da sesso plenria do encontro Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cientfico da FAPESP, e Carlos Amrico Pacheco, diretor-presidente do Conselho Tcnico-Administrativo (CTA) da Fundao.
 
fonte: www.unica.com.br

 







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